|
Felicidade
Enigma
que desde sempre inquieta a humanidade.
Segundo
Daniel Gilbert, professor de psicologia da Universidade de Harvard, nos
Estados Unidos, que estuda a felicidade há mais de duas décadas,
conceitua a sensação de bem-estar: “É difícil
dizer o que é, mas sei quando eu a vejo. É simplesmente
se sentir bem”. Em suas pesquisas e livros sobre o tema, Gilbert
mostra o que teimamos em não perceber no dia-a-dia: a felicidade
não é uma sensação eterna, é um estado
de êxtase, daqueles que se atingem nos momentos de extremo prazer.
Estar feliz
ou triste é um ir e vir. Apesar de difíceis, os processos
de infelicidade também funcionam como um momento para amadurecer,
pensar e repensar as atitudes, os projectos.
Não
há respostas concretas mas há pistas do que leva até
ela. O filósofo grego Aristóteles afirmava, há mais
de 2 mil anos, que a felicidade se atinge pelo exercício da virtude
e não da posse.
Segundo
o psicólogo israelita Daniel Kahneman, da Universidade Princeton,
nos Estados Unidos, passamos a julgar nossa felicidade não pela
situação actual, mas pela perspectiva de melhorar de vida
no futuro. A conclusão de Kahneman faz parte de um estudo feito
nos últimos anos sobre o modo de viver dos americanos. Há
meio século, o sonho de uma família de classe média
era ter a casa própria, um carro na garagem e pelo menos um filho
na universidade. Os dados mostram que o sonho americano se transformou
em realidade. E, apesar de alcançar seus objectivos, esse povo
não se considera satisfeito ou feliz.
A felicidade
não é permanente porque não dá para estar
bem o tempo todo. Mas também não precisa ser uma eterna
projecção.
Dicas
para felicidade
•
Aprenda a viver aqui e agora.
•
Valorize o aspecto positivo.
•
Redescubra a sua própria inocência.
•
Conceda-se pequenos prazeres.
•
Deixe agir o seu instinto.
•
Fotografe seus momentos felizes.
•
Respire profundamente, faça exercícios e cuide da saúde
•
Use a criatividade
•Deixe
fluir a sua energia interior.
•Ouse
A
alegria de viver
É
compreender que dentro de nós próprios, no profundo há
uma inteligência enorme, simples, natural que sabe sempre o que
fazer e onde nos levar. Trata-se de não bloqueá-la, mas
sim deixá-la fluir, para que nos indique o caminho.
Ao
ouvirmos e acolhermos tudo o que surge em nós, bom ou mau, bonito
ou feio, sem preconceitos, bloqueios e sem nos opormos, descobriremos
o contacto com o nosso espaço interior e com a nossa essência.
Observar
os incómodos e as inquietudes que invadem o nosso espaço
interior e acolher tudo o que é nosso, o que gostamos e o que não
gostamos, é a via mestra para estarmos bem com nós próprios.
Nos
aceitarmos e deixarmos a nossa essência nos guiar a desabrochar
e a realizar o nosso caminho sem esforços e sem guerras interiores
pela vida é o caminho para a felicidade.
Passos
para reencontrarmos a nossa vida
•
Repita a frase: “ Não posso fazer nada, quero desistir.”
•
Não se acuse: se está desesperado(a), não é
sua culpa.
•Trate-se
com ternura, acaricie a sua fragilidade, não se recrimine.
•Lembre-se
que juntamente com essa dor está nascendo um “novo ser”
em si. Cuide dele porque é parte de si.
•Observe-se
sem nenhum esforço para melhorar e sem nenhum objectivo para alcançar.
Sinta que a dor logo desaparecerá.
•Sentir-se
vazio(a) é bom, não se assuste. Significa que há
espaço para vir à tona a energia interior incontaminada
e “vazia de preconceitos”.
Limite-se
a observar os estados de ânimo e os sentimentos em si sem julgar
e nem criticar. Esta é a maneira como o cérebro deixa de
lutar e gera substâncias de felicidade para produzir bem-estar e
ficar bem consigo próprio.
Pesquisas actuais indicam que quem é feliz não adoece. Quando
felizes estamos num estado mágico capaz de regenerar o corpo e a
alma.
A
felicidade está sempre disponível mas é necessário
deixá-la fluir.
|